Falando de Games #01: Far, far away... or not! [ATUALIZADO]




#01. Far, far away... or not!

“Eu não tenho nada pra dizer, também não tenho mais o que fazer! Só pra garantir esse refrão, eu vô enfiar um palavrão: Não Pumba! Na frente das crianças não!” :P

É isso aí, caro amigo! Não tem nada para dizer? Não sabe sobre o que conversar ou falar? Então vem com o tio e vamos falar de games! A minha, a sua, a nossa nova coluna mensal para falarmos sobre esse assunto tão complexo, ao mesmo tempo simples, vitaminado e indispensável na vida feliz de qualquer ser humano! Quem nos acompanha desde o “Games com Biscoito”, saibam que “Falando de Games” é filho do “Curió” e nossa nova amada coluna, atendendo a milhares de 1 pedido, vai manter sua essência e vamos explorar temos diversos, curiosos e interessantes do mundo gamer. Vamos falar de jogos, consoles, fabricantes, viciados, amadores, jogos, personagens, enfim, vamos falar de games! Como lá no Curió, é legal dizer sempre que a coluna é sua, portanto mandem sugestões, críticas, elogios, enfim, participem! Estreando agora na casa nova, o Gamesphera (Já contou para os seus amigos?), vamos falar um pouquinho sobre um game que eu adoro e que no momento que escrevo isso, estou me remoendo de ansiedade e contando os dias para colocar as mãos em seu mais novo capítulo: Far Cry!

Está confortável, amigo?
Fase 1. 

Choro Distante

Vamos começar falando sobre o nome da série. Apesar de “Far” significar “distante” e “Cry” ser comumente traduzido como “choro”, Far Cry não significa “Choro Distante” como muitos acreditam (inclusive alguns fóruns), mesmo com o Vaas, vilão de Far Cry 3 fazendo você chorar de medo (Piada podre, desculpem! kkk)! “Cry” também pode ser traduzido como “grito” em alguns contextos, mas também não se encaixa aqui. “Far Cry” na verdade não tem uma tradução literal, esse nome é quase uma expressão que pode ser traduzida como “Remoto”, “Longe” ou “Distante” e para quem conhece a franquia ou mesmo que tenha jogado apenas um dos jogos, sabe que se encaixa muito mais no espírito da série. Far Cry sempre se passa em um lugar remoto e selvagem e o objetivo é sempre o mesmo: sobreviver e escapar. Há também uma outra possível relação, que veremos na próxima fase! ;) 



Fase 2. 
Dança das Cadeiras

Far Cry surgiu em 2004 como um jogo para PC’s. Criado pela Crytek Studios (reparem no “Cry”, é bem provável que o uso da expressão “Far Cry” também tenha sido para fazer referência ao nome da empresa), empresa alemã responsável por jogos como Crysis (olha mais um “Cry” aí) e Warface. Mas com certeza sua distribuidora é mais conhecida: a Ubisoft, que não apenas distribui, mas também desenvolve franquias de sucesso como Assassin’s Creed, Watch Dogs e Just Dance e foi a Ubisoft, inclusive, quem deu sequência à franquia, com Far Cry 2, 3 e 4.




Fase 3. 
História

Como já vimos, o foco de cada jogo é sobreviver e escapar. Com uma jogabilidade que tem evoluído a cada capítulo, você assume a identidade de um personagem que precisa sobreviver em meio a um ambiente selvagem lutando e fugindo de outros humanos e também de animais, tornando a experiência imersiva de Far Cry única! Em Far Cry 1 você é Jack Carver, ex-fuzileiro naval americano que aceita o trabalho de escoltar uma jornalista até uma ilha tropical aparentemente deserta. Ao ter seu barco atacado e ficar preso na ilha, Jack descobre que não terá apenas que enfrentar ameaça humana, mas também selvagem e pior, contra animais geneticamente modificados! A missão: Escapar e levar consigo a jornalista!




Em Far Cry 2, lançado em 2008, você tem a opção de escolher seu protagonista entre 9 mercenários disponíveis, sendo um deles inclusive, um brasileiro naturalizado americano. O jogo se passa em um estado fictício na África Central chamado Bowa-seko. Em plena guerra civil e sem governo, duas facções brigam pelo comando do lugar. Sua missão: matar um negociante de armas que alimenta ambas as facções.




Em 2012 a franquia se consagra com o lançamento de Far Cry 3. Com uma campanha publicitária agressiva e muito inovadora, a Ubisoft passa a vender o jogo não focando no personagem principal, no herói  mas em seu vilão: Vaas. Em Far Cry 3 você assume a identidade de Jason Brody, um aparente rapaz rico que junto dos amigos, está em férias numa ilha do Pacífico. Quando o grupo decide fazer paraquedismo, acabam se separando e caindo em locais diferentes de uma ilha tomada por piratas traficantes de drogas e são feito de reféns. Vaas, que aparentemente é o líder dos piratas, pretende lucrar com o resgate e depois vende-los como escravos. Jason escapa e seu irmão é morto. Sua missão: resgatar seus amigos e fugir daquela ilha. Conforme o jogo progride, o amadurecimento de Jason faz o desejo de vingar a morte do irmão entrar na lista de objetivos. Vale frisar que ele tem a ajuda dos nativos da ilha e acabar com os piratas é uma forma de ajudá-los também . Far Cry 3 ainda te dá a opção de realizar 2 finais diferentes: [Spoiler] Salvar seus amigos e sair da ilha, ou matá-los e ficar como o "rei" do lugar! [Spoiler do Spolier] Escolhendo esse final você acaba morto também...


Vaas: vai encarar, maluco?

2014 é o ano de Far Cry 4 e mais uma tentativa de emplacar um vilão. Desta vez você assume o papel de Ajay Ghale e o cenário é Kyrat, uma cidade fictícia dos Himalaias, garantindo mais um ambiente inóspito e selvagem e claro, em guerra civil! O lugar é dominado por um sádico que se intitula rei chamado Pagan Min (o cara de rosa). Ajay é um refugiado, mas retorna à Kyrat para espalhar as cinzas da mãe em atendimento ao seu último pedido. Preso em meio à guerra ele se junta a uma milícia para tentar depor o rei louco.




Fase 4. 
Mundo Aberto

Não sendo mais um aspecto inovador, jogos em mundo aberto correm sempre um grande risco: ou eles são marcantes, garantindo horas e horas de diversão, ou eles são entediantes e acabam se perdendo dentro daquilo que se propõe, fazendo o jogador desistir do game no meio do caminho. Far Cry só adotou literalmente o estilo “mundo aberto” à partir do 3, mas o fez com maestria! Se existe um game que não apenas precisa, mas clama por um mundo aberto é Far Cry! Em meio as missões da história regular, existem diversas outras que envolvem exploração, busca, salvamento ou simplesmente caçar, já que você precisa recolher resultados de caça para melhorar itens e personagens. Fora as paisagens. A mecânica deu tão certo, que Far Cry 3 foi considerado um dos melhores jogos do ano e recebeu notas altíssimas das publicações e sites especializados, como o Metacritic que deu nota 90 para a versão do PS3 e 91 para a do XboxPara Far Cry 4, o Metacritic atribuiu a nota 87 para a versão do PS4. Far Cry 4 segue a mesma mecânica do antecessor e recebeu quase a mesma nota de excelência!




Fase 5.
Curiosidades

Pertencem ao cânone oficial os jogos Far Cry 1, 2, 3 e 4. A franquia gerou em paralelo os jogos Far Cry: InstinctsFar Cry: Vengeance (para Wii) e Far Cry 3: Blood DragonInstincts seria lançado para PS2, Xbox e GameCube, mas no fim acabou virando um exclusivo de Xbox, o projeto dos outros dois foi cancelado, pois eles não possuíam poder gráfico para rodá-lo. Vengence faz uso total do Wii Remote, mas nem assim agradou aos críticos e o game ficou bem abaixo da média. Blood Dragon é uma paródia de Far Cry 3 com visual futurista, mas dos anos 80! Apesar do visual bem colorido e psicodélico, foi bem aceito pela crítica. Far Cry 3 inovou ao mostrar a evolução do personagem principal através de uma tatuagem tribal que vai se completando em seu braço conforme adquire novas habilidades. Em Far Cry 4 será introduzido o conceito de Karma que atribui e retira pontos conforme suas ações no jogo, ou seja, conforme você vai matando ou salvando civis e animais.
Fase Final. 
Far Cry e Eu!

Eu não tive a oportunidade de jogar todos os games da franquia, mas joguei Far Cry 3. Conheci o jogo através de um dos meus irmãos, que comprou a versão digital e dividiu comigo! Não conhecia a franquia e inicialmente não tive muito interesse em jogá-lo. Até demorei para realmente testar o jogo e ver se eu curtiria ou não, mas quando comecei, só parei depois de platiná-lo! =]

No momento dessa publicação, este que vos fala ainda não colocou as mãos em Far Cry 4 (vale lembrar que nenhum dos nossos posts são patrocinados), portanto todas as referências a ele foram fruto de pesquisa. Fala-se atualmente de várias falhas nos últimos lançamentos da Ubisoft e por causa disso, a comunidade gamer está apreensiva quanto a este lançamento. Eu estou confiante nas críticas positivas que tive a oportunidade de ler e principalmente na boa nota do Metacritic. Na BGS  (Brasil Game Show) tive a chance de jogar a demo. Apesar da emoção e do primeiro contato com o jogo (que eu achei bem semelhante ao 3), mal consegui jogar, porque quando você morria, tinha que deixar o próximo da fila testar, isso porque fomos em um dia dedicado à imprensa, portanto não deu para fazer uma avaliação mais ampla. De qualquer forma, já garanti minha pré-venda e depois volto aqui para pelo menos deixar minha primeira impressão (real) do jogo! Portanto fica aqui o convite para além de acompanhar sempre o “Falando de Games”, você meu caro amigo também voltar nos que já publicamos para conferir novidades e atualizações!




E é isso, amigos gamers! Bem vindos ao novo Gamesphera e ao Falando de Games! Um grande abraço, uma boa jogatina com Far Cry e até a próxima!

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[ATUALIZAÇÃO]

Amigos Sphéricos, comecei a jogar Far Cry 4! Ebaaaaaa! \o/

Primeiras impressões:
- Ele é bem semelhante ao Far Cry 3, quem gostou vai se esbaldar;
- A movimentação parece mais fluída;
- Os gráficos estão muito bons;
- Ele tem alguns lags! Comigo especificamente 3 pássaros ficaram voando parados no lugar, foi só mirar e abater;
- Outro lag: todo mundo morre de olhos abertos;
- Coisa chata: a qualquer momento você pode ser atacado por um gavião! Você vai andando de boa quando de repente é atacado por algo que você nem viu de onde veio...
- Ponto positivo: legendas e dublagem em nosso idioma;
- Pagan Min é bem sádico, mas não é carismático como Vaas!



*Por Rodrigo Joker
  
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