Falando de Games #02: Samanosuke ou Samanosque?


Jaspion! Pela liberdade sou Jaspion! Pela Liberdade sou! Eu juro, eu juro, eu juro, não vou falhaaaaaaaaaaaar! Jaspion!”

É isso aí, amiguinhos gamers! Sejam muito bem vindos a mais um “Falando de Games” e dessa vez vamos invadir a cultura oriental para falar de uma série de games que eu adoro e sinto muita saudade! Embalados pelo sucesso do nosso último Cast (se não ouviu ainda, ‘dá o play, macaco!’) vamos falar um pouquinho de Onimusha, série muito marcante e inexplicavelmente sumida!

Fase 1.
Liga a tecla SAP aí!
Onimusha é uma palavra japonesa (jura?) que significa “Guerreiro Demônio”. O game foi originalmente lançado em 2001 para Playstation 2, Xbox, Game Cube e PC e foi produzido pela Capcom, que como vocês devem saber, é também responsável por trazer franquias de sucesso como Resident Evil, Street Fighter, Mega Man, entre outras, e de estragá-las também... Resident Evil 6 mandou lembranças!
 Onimusha é um jogo de samurais, mas, sobretudo um jogo de aventura! Ele se passa no Japão dos tempos antigos, medieval, em que um senhor feudal de nome Nobunaga Oda (que existiu de fato) espalha o terror em sua sede de dominar todo o Japão! Na história do game, seu exército é derrotado e ele é morto pelo samurai Samanosuke! Porém, Nobunaga retorna após fazer um pacto com o Genma King Fortinbras, rei dos demônios. Comandando agora uma espécie de “Organização Genma”, eles espalham um tipo de vírus que transforma as pessoas em “Zumbis japoneses”! Éééé... seria mais ou menos isso!



Samanosuke recebe o pode dos Oni, que são criaturas da mitologia japonesa comumente comparada a Demônios, daí o nome Onimusha – Guerreiro Demônio!




Samanosuke recebe uma espécie de bracelete/ armadura, que permite sugar a alma/ energia desses zumbis após derrota-los e assim aumentar seu poder e força. Nobunaga precisa fazer um ritual final para adquirir vida eterna – sacrificar a princesa Yuki e Samanosuke parte em busca de seu resgate! É... faltou alguns canos e cogumelos nessa história...



Fase 2.
Vilão que se preze sempre volta!

Onimusha: Warlords foi um sucesso absoluto, tendo sido, inclusive, o primeiro game de Playstation 2 a vender 1 milhão de cópias em todo mundo! Claro que uma continuação era garantida e ela veio com Onimusha 2: Samurai’s Destiny em 2002, mas aqui, o protagonista é outro, Yagyu Jubei e se passa 13 anos após o primeiro game. Yagyu descobre que sua vila foi destruída e todos os seus habitantes mortos por Nobumaga, que retornou para tentar mais uma vez dominar a Terra e ganhar a vida eterna! Jurando vingança, você assume o papel de Yagyu e parte em sua jornada! Aqui o personagem também absorve a energia dos inimigos derrotados, mas Yagyu, que possui sangue humano e Oni, não precisa do bracelete usado por Samanosuke, ele usa uma marca na palma da mão, que lhe foi dada por sua mãe. Yagyu também é baseado em um samurai que realmente existiu na história do Japão.



Fase 3.

Dança dos... ops, Game dos Famosos!


Onimusha 3 chega em 2004 consagrando a série e transformando-a em uma franquia com uma ousadia pouco comum em games: a inserção de um ator famoso para dar vida a um personagem! Estamos falando do ator francês Jean Reno que no jogo é Jacques Blanc, um policial. Samanosuke está de volta, atendendo ao pedido dos fãs! Nobunaga também está de volta, mas é um de seus servos que cria uma espécie de colapso no tempo e faz Samanosuke ir parar 500 anos no futuro, mais precisamente em Paris, França, e acaba levando Jacques ao passado. Assim você controla Samanosuke no futuro e Jacques no passado até os dois se encontram e juntos lançarem a hashtag #partiuderrotarnobunaga! Ou quase isso... kkkk. Onimusha 3: Demon Siege tem alguns dos mais belos filmes que eu já vi no Playstation 2! Ainda com Jean Reno, a sensação é cinematográfica!



Fase 4.
Em time que está ganhando, a Capcom mexe!

Em 2006 a Capcom lança Onimusha: Dawn of Dreams, e não “Onimusha 4” como muitos esperavam, apesar de todo mundo chamar o game assim mesmo! Embalados pelo sucesso de Resident Evil 4 que ditou um novo rumo para a franquia Resident Evil com aparente sucesso, a Capcom usa a mesma estratégia com Onimusha. A história se passa 15 anos depois da derrota final de Nobunaga (que morreu de vez mesmo, pelo menos por enquanto...) e assume um novo vilão: Hideyodhi Toyotomi, antes servo de Nobunaga, e um novo herói, Soki, que servia a Toyotomi, mas ao perceber as reais intenções de seu mestre, parte em busca de derrota-lo! Soki também possui sangue Oni. Toyotomi também existiu de verdade na história do Japão e foi braço de direito de Nobunaga e semelhante ao game, também assumiu seu posto. Apesar de ter mudado o protagonista e o vilão, essas acabam sendo as únicas novidades do game, além de claro, novos golpes, movimento e personagens que já viriam em qualquer sequência que se preze. De resto não há muita mudança, de fato! Um destaque negativo é a distribuição dos chamados “chefes”, aqueles inimigos mais poderosos que determinam as mudanças de “fases”! Aqui, em determinadas partes do jogo, você acaba enfrentando subchefes e chefes quase em seguida, o que te deixa de certa forma sem energia para enfrenta-los, pois não há chance de recuperação! Isso pode cansar e frustrar um pouco.




Fase 5.
Cadê a Franquia que estava aqui?

Apesar de não ter entusiasmado muito, o último game dá margem à continuação, e ela foi muito esperada pelas fãs na geração seguinte, algo que inesperadamente não aconteceu. Diga-se, inclusive, o último game foi bem aceito pela crítica, recebendo nota 81 do Metacritic! Os demais jogos da franquia também haviam sido bem avaliados, tendo Onimusha 1 recebido nota 86, Onimusha 2 nota 84 e Onimusha 3 nota 85! E com notas tão boas e fãs ensandecidos a pergunta que não quer calar é: por que a Capcom ainda não lançou nada novo Onimusha? Um reebot, as versões antigas em HD ou um Onimusha 5? A resposta é ainda mais desesperadora: “Por hora não há interesse em reviver antigas franquias como Dino Crisis (Nãooooooooo) e Onimusha”, disse o produtor Masachika Kawata, “A idéia é investir em séries novas que possam causar impacto na nova geração de jogadores!” Ou estragar Resident Evil, né, meu caro...



Onimusha fez tanto sucesso que chegou a ser lançado no Japão uma versão especial do controle de Playstation 2 na forma da Katana “The Soul” de Onimusha 3!



Dá pra jogar com isso?

Fase Final.
Senta e chora!

A triste declaração foi lá em 2013, e enquanto torcemos para que a Capcom pare de estragar suas franquias e volte a pensar em Onimusha, ficamos apenas no saudosismo de uma série que nas mãos da equipe certa, seria com certeza um dos jogos mais icônicos da nova geração! Como além da aventura, Onimusha investia também em puzzles, seria um desafio adequar tudo isso a essa nova geração e o resultado poderia ser incrível!

Vale frisar que apenas o primeiro game foi multiplataforma, os demais foram todos para Playstation 2. Para não perder o hábito de decepcionar os fãs, a Capcom chegou e lançar Onimusha Tatics para Game Boy Advance e Onimusha Blade Warriors para Playstation 2, mas são tão ruins que todo mundo esquece que eles existem.



Fase Bônus.
“Mininu lindú!” Já dizia o Tiririca...

Os primeiros protagonistas foram baseados em atores reais, apenas no último game que não! Samanosuke foi inspirado ator chinês Takeshi Kaneshiro:



Yagyu Jubei foi inspirado no ator Yusaku Matsuda, já falecido:






E é isso, amigos Sphericos! Por hora vou ficando por aqui, vocês fiquem aqui curtindo o Gamesphera e todos nós ficamos torcendo para a Capcom acordar e nos brindar com mais Onimusha, porque a franquia merece! E a gente também!


Ah! E o nome da matéria esse mês é “Samanosuke ou Samanosque”, inspirado numa “discussão saudavelmente acalorada” que tivemos no grupo sobre a pronúncia do nome... E você, como você pronuncia o nome do Samanosuke? Samanosuque ou Samanosque?



Sayonara!
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