Review - Lego Batman 3: Beyond Gotham


Todos nós gamers, que já conhecemos os diversos jogos da série Lego, sabemos como a Traveller's Tales Games é extremamente habilidosa e consciente com todas as licenças em que trabalhou. É bem verdade também que, em time que está ganhando não se mexe (ou mexe-se pouco!). E exatamente isso que a TT Games fez e mantém o seu rumo definido já há vários anos, onde foi muito pouco ajustado ou evoluído em sua fórmula original. Os fãs de O Senhor dos Anéis, da Marvel e de muitas outras licenças mundialmente conhecidas dificilmente encontrarão melhores representações dos seus universos favoritos nos games. Mas são exatamente nos jogos de Lego os que melhor representam os restantes heróis da DC, e nesse aspecto, Lego Batman 3: Beyond Gotham não é exceção.

Aqui, a TT Games optou por deixar Gotham sob segundo planos, transportando a maior parte da aventura para o espaço. Os heróis (Batman, Robin e a restante Liga da Justiça), terão que impedir que Brainiac, transforme o mundo numa versão miniaturizada, utilizando os anéis de todas as Tropas dos Lanternas existentes no cosmos (Verdes, Amarelos, Laranjas, Vermelhos, Azuis e Rosas), e adicioná-los à sua coleção. Pelo caminho vão contracenar e interagir com diversos personagens do universo DC, incluindo Super-Homem, Flash, Curinga, Lex Luthor e muitos e muitos outros, enquanto visitam locais famosos e alguns planetas jamais vistos.


Lego Batman 3: Beyond Gotham, como de hábito nos últimos jogos de Lego, possui uma dimensão enorme e rico em entretenimento para jogador esbaldar-se, motivando-o em retornar mapas já visitados anteriormente para obtenção de itens colecionáveis, novos personagens ou acesso a áreas antes restrita. Embora a história siga uma estrutura linear, sua jogabilidade é bem mais solta, proporcionando um espírito explorador à cada canto dos mapas à procura de novas surpresas. Tudo, é claro, recheado com muito humor característico das obras da TT Games.


Em termos de jogabilidade, não existem grandes novidades, pelo menos em termos de mecânica. O que existe de fato, é um rico elenco de personagens, com dezenas de heróis e vilões, todos com muita personalidade própria e movimentos únicos, além de versões alternativas para alguns. Certos personagens específicos possuem habilidades únicas e que serão usados para resolver determinados puzzles ou ultrapassar certas áreas. Comparando com os últimos jogos da Lego, LB3:Beyond Gotham pareceu-me menos intuitivo (muito menos!) que seus antecessores e ligeiramente mais desafiante, o que foi uma boa surpresa, confesso, indicando talvez uma possível tendência da TT Games em buscar um publico mais adulto.


Aliás, existem várias referências que confirmam esse apelo a um público mais adulto e antenado sobre o universo DC. A participação de Adam West no jogo (o mais famoso Batman na série de TV dos anos 60) é o toque de classe, onde na versão americana é dublada por ele mesmo, ADAM WEST! Na versão nacional, figuras de peso marcam presença (com bastante competência) como dubladores oficiais no game: os atores Marcos Veras e Rafael Infante (ambos da webserie Porta dos Fundos).


Apesar do leve aumento da dificuldade em função da sua falta de intuitividade e, muitas referências a personalidades do passado, Lego Batman 3: Beyond Gotham, ainda pode ser apreciado por crianças, embora pareça claramente tentar focar no público mais adulto. Não existem muitas inovações, é verdade, e  poderia até mesmo nem ser um game específico de Batman e sim da própria DC, mas Lego Batman por fim acaba sendo um produto de excelente qualidade e com motivos de sobra para fazer qualquer fã da DC Comics feliz da vida.


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