Falando de Games #07 - Meia Lua pra Frente e Soco! - Parte 1



Olá! Meus amigos do seu, do meu, do nosso GameSphera! Vamos para mais um Falando de Games novinho! Já falamos de Far Cry, de Mortal Kombat e do Batman, e esse mês vamos falar sobre outra franquia que também tem uma legião de fãs e seguidores: a luta agora é na rua com Street Figther e o desafio é soltar um hadouken direito e não um Shoryuken... Quem consegue?




Round One

Todo mundo conhece Street Fighter. Mesmo quem não é habilidoso em games de luta ou mesmo nem goste, conhece o jogo e sabe a sua importância para a cultura gamer, para não dizer, a cultura pop. Eu lembro que na minha infância, a febre dos fliperamas era jogar Street Fighter e a molecada da rua se acabava nas fichas, um tentando tirar o outro e prosseguir na disputa! A fama se estendia para Ryu e Ken, os lutadores mais amados, a Chun-li, que fervilhava os hormônios dos pré-adolescentes mesmo que ainda cheirassem a leite, a um personagem brasileiro: o Blanka, algo inédito em games importados e ainda teve aquele filme com Van Damme que... melhor não comentar! 


Vai encarar? Bem... acho que não!

Mas qual a origem de Street Fighter? Ao contrário do que algumas pessoas pensam, ele não foi o pioneiro em jogos de luta, foi o que revolucionou, mas não foi o primeiro. Se considerarmos jogos de boxe como luta, o game Heavyweight Champ da Sega, lançado em 1976 leva o título. Ele tinha gráficos em preto e branco e acredite, o controle eram duas luvas de boxe de plástico que se movia para frente para golpear e para cima e para baixo para definir socos altos e baixos. Apesar de caricato, era inovador para a época. 




Em 1984 viria Karatê Champ da DataEast e surgem os dois controles e a possibilidade de jogar contra outra pessoa.




No ano seguinte a Konami lança Yie Ar Kung-Fu que foi sucesso absoluto nos árcades, sendo migrado depois também para PCs e NES. Ele introduziu inovações para época, como a barra de life (vida), detalhes no cenário e a variação de músicas ao se aproximar do fim do combate.




Percebendo a tendência e o sucesso, a Capcom decidiu correr atrás do prejuízo e lançar o seu próprio game de luta: nascia Street Fighter e acredite, ele foi um fracasso.


Hã? Como assim?

Round Two

Street Fighter foi lançado em 1987 e trazia um conceito novo, que era a batalha pelo avanço de fases, você contra alguém ou contra a máquina e não somente um esquema de pontuação num game de tela progressiva. Imagine uma fase de Mario World com início, meio e fim e o Mário indo da esquerda para a direita da tela com o “mundo” rolando como uma esteira enquanto você vai avançando pela fase. Era assim que as pessoas da época estavam acostumadas a jogar. Street Fighter trazia uma nova forma de jogar games de luta. O enredo simples trazia Ryu, um lutador em busca de se tornar o mais forte e o mais honrado, viajando para cinco países (Japão, EUA, China, Inglaterra e Tailândia) para duelar com os dois mais forte lutadores de cada um e no final enfrentava o mestre: Sagat, inclusive ainda sem cicatriz no peito. O modo “contra” possibilitava a escolha de Ken Masters, amigo e parceiro de treinamento de Ryu. Eles eram os únicos personagens selecionáveis, os demais só no modo “história”. Neste site (clique aqui), em inglês, você consegue visualizar todas as telas de cada desafio se quiser ver como eram os personagens! Mas o pouco sucesso de Street Figther se deve mais a um problema bem mais conhecido dos gamers: os controles. Pouco funcionais, os árcades da época tinham apenas 2 botões e os comandos, muito complexos, não correspondiam à agilidade que o jogo exigia. 





Round Three

Apesar do fracasso inicial, a Capcom sabia que tinha uma possível mina de ouro nas mãos e para sorte dos gamers, não desistiu de Street Fighter e em 1991 lançava aquele que, agora sim, revolucionaria os games de luta: Street Fighter II. Engatinhando nos conceitos de interatividade sem saber, o game possibilidade a escolha do seu personagem, oito no total e o mais revolucionário, eles não eram personagens parecidos apenas com nuances de cores ou roupas para diferenciá-los! Cada um tinha um estilo próprio, o que tornava cada partida diferente e dava a possibilidade de cada jogador se afeiçoar a um personagem,  escolher seu favorito e desenvolver seu próprio estilo de luta, aumentando o desafio e a diversão!





É legal perceber que o elenco também foi reformulado e nem todos voltaram para o jogo seguinte e apesar de ariscado, a tática deu muito certo, pois os personagens de SF além de queridos por todos os gamers até hoje, contribuíram cada um a sua maneira para a popularização do jogo!


Pokémon eu escolho você! Não, espera...!

Apesar de mantido os 6 botões (3 para soco e 3 para chute com, obviamente, 3 níveis de intensidade cada), que forçaram muitos donos de arcades a adaptar suas máquinas, a jogabilidade do jogo em si foi melhorada, facilitando o controle das lutas e o uso das magias. Nascia ali o título que revolucionaria os jogos de luta.




Todas as idas e vindas entre Street 1 e 2 também serviu para a Capcom perceber a necessidade de ouvir o público na manutenção de suas franquias, algo talvez esquecido hoje em dia, mas que ajudou a moldar o sucesso de SF na época. Ao perceber o sucesso e receber as críticas, e o mais legal, ouvi-las, diversas versões foram lançadas posteriormente apenas acrescentando novas funcionalidades ou personagens e corrigindo erros! Talvez por isso, Street Figther II é um dos títulos que mais gerou variáveis na história dos Games: The World Warrior que foi o primeiro, Champion Edition (possibilidade de escolher os mestres como personagens jogáveis), Turbo Hyper Fighting (Alguns donos de arcade modificavam a versão do jogo permitindo golpes mais poderosos e mais velocidade, a moda pegou e a Capcom lançou essa versão com essas modificações “oficiais”), The New Challengers (Melhorias de gráfico, desempenho e novos personagens), Turbo (Golpes mais poderosos e Akuma, um chefe secreto), Anniversary Edition (Edição Especial que reúne os jogos anteriores e permite recriar combates entre eles) e Turbo HD Remix (repaginado para a geração passada, foi disponibilizado para PS3 e Xbox 360, trouxe os 16 personagens originais e um secreto: Gouki).

E viva a tecnologia!

Game Over?

Claro que não! Depois de três rounds é claro que eu quero revanche! Kkk J Street Figther ainda renderia outras versões, nenhuma tão significativa quanto o 2º, como já falamos, mas não menos importantes, além da nova versão que vem por aí! Para não ficar cansativo, encerro aqui a primeira parte e aguardo vocês no próximo mês para finalizarmos nossa jornada nesse mundo louco que é Street Fighter! Se tiver mais informações ou curiosidades, fiquem a vontade para opinar e compartilhar conosco!

Abraços, hadouken e até o mês que vem!



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