Falando de Games #08 - Meia Lua pra Frente e Soco! - Parte 2



Olá! Amigos GameSphéricos! Bem vindos a mais um Falando de Games novinho com a conclusão da nossa saga Street Fighter! Bora para o round final? 

Não deixe de ver a primeira parte deste especial.



Alpha


No Falando de Games do mês passado falamos sobre o surgimento dos games de luta e a iniciativa da Capcom em entrar nesse mundo com o lançamento não muito bem sucedido de Street Fighter, mas depois alcançando o absoluto sucesso com Street Fighter II e todas as suas variáveis que fizeram e fazem dele um dos games mais queridos até hoje! Pois bem, a popularização dos games de luta da época e suas tentativas de se destacar começaram a cobrar seu preço do Street Fighter, algo que até então não fazia tanta diferença, mas logo não podia mais ser ignorado: o fator história. Tirando a busca pelo seu melhor de Ryu (inclusive percebam que o visual do personagem vai ficando mais forte com o passar dos games) e a luta de todos os personagens contra o mestre final, havia a falta de histórias que justificassem todas aquelas lutas! A resposta veio em 1995 com a série Alpha, conhecida como Zero no Japão. 


Dá pra ser menos feminino, Ken?

Street Fighter Alpha se passa entre Street 1 e 2, logo se nota que chamá-lo de Zero no Japão é um erro! Ele traz os combates mesclados com história, inclusive, apesar de vermos mais sobre as motivações do combate contra Mestre Bison, dependendo do personagem escolhido, o combate final não é contra ele. Alpha também traz personagens de outro game, o Final Fight, jogo que deveria ser uma sequência do primeiro Street Fighter, mas que acabou ganhando identidade própria por ser muito diferente do conceito original do primeiro jogo.


Aqui a galera é de casa!

Alpha trazia ainda Birdie e Adon do primeiro Street Fighter e também o personagem Dan Hibiki, que inicialmente era uma provocação contra a SNK, concorrente da Capcom que lançou Art of Fighting.
Pela primeira vez em quatro anos, uma inovação ao estilo do game foi introduzida: os Alpha Counters que eram especiais com três níveis de poder e também a defesa aérea. Alpha gerou uma continuação em 1996: Street Fighter Alpha 2, com mais personagens e os Custom Combos, permitindo combos personalizáveis e em 1998 uma outra com Street Fighter Alpha 3, permitindo ao jogador escolher uma entre três formas de jogar: Normal, Clássica (semelhante ao Street II) ou Variável (com Super Combos), além de uma “barra de defesa” chamada Guard permitindo quebrar a defesa do oponente. 


Vai apelar só defendendo? Vamos acabar com isso já!

Ômega

Em 1997 é lançado Street Fighter III com novos personagens, mantendo-se como sempre, apenas Ryu e Ken dos jogos anteriores. Graças ao uso de uma nova placa, mais avançada, o visual, os gráficos e a jogabilidade sofrem um salto nítido e espetacular, porém não o suficiente para agradar a maioria dos fãs. Os Super Combos viram Super Arts e um deve ser escolhido antes do inicio da batalha e uma nova técnica chamada Parry, que é exatamente uma defesa perfeita contra um golpe do adversário também é inserida, mas exige destreza para ser executado no momento certo. 




No mesmo ano a Capcom lança Street Fighter III 2nd Impact trazendo correções na jogabilidade e introduzindo três novos personagens, sendo um deles Akuma que já havia estado em Street Fighter II Turbo e o outro Hugo do já citado Final Fight




Em 1999 é lançada a terceira versão, Street Fighter III: 3rd Strike com o aperfeiçoamento da jogabilidade, novos cenários e personagens, inclusive com a volta de Chun-Li! Este é considerado um dos mais perfeitos Street Fighter até então! Os jogadores estavam mais acostumados a mudanças e com a jogabilidade melhorada, o jogo foi finalmente aceito entre os gamers.


Eu voltei, agora pra ficar...


Nova Geração

Muitos que passaram a infância e adolescência nas casas de fliperama já eram adultos quando a Capcom anunciou a volta de Street Fighter para a geração passada! Foi lançado em 2008 para arcades e depois para Playstation 3 e Xbox 360 Street Fighter IV e em 2009 para PCs. Com cenários e personagens 3D, mas mantendo o estilo de luta em 2D, o game é um sucesso e ganha posteriormente upgrades com mais personagens e melhorias: torna-se “Super” em 2010 e “Ultra” em 2014 chegando a 44 personagens jogáveis! O mais bacana é ter de volta os personagens clássicos e carismáticos do SF II como Blanka, Guile, Veja entre outros! Saí a habilidade “Parry”, entra  um sistema novo chamado “Focus Attack” com 3 níveis de dano, além de Super Combos e Ultra Combos. Street Fighter IV foi bem aceito pela crítica, recebeu nota 91 pelo Metacritic e vendeu mais de 1 milhão de cópias.




Game Over

Previsto para 2016, Street Fighter V terá estilo gráfico semelhante ao anterior, porém com melhorias no sistema de combate, multiplayer e cenários interativos, inclusive destrutíveis! A expectativa é grande, inclusive diversos testes beta já estão rolando aleatoriamente, porém só conseguem participar as pessoas que já compraram o game em pré-venda! Devido problemas nos servidores, esse beta vai e vem, aumentando a curiosidade e também a preocupação dos jogadores, visto que tudo pode acontecer quando o game for lançado oficialmente e tiver milhares de pessoas logadas em seu sistema! 




Street Fighter V chegará com 16 personagens (4 deles já disponíveis no beta: Ryu, Nash, M. Bison e Chun-li), destes, 12 são conhecidos e 4 serão novos. Mais personagens foram prometidos em atualizações futuras, algo que apesar de ser a moda hoje em dia, como vocês puderem ver, não é nenhuma novidade quando se trata de Capcom e Street Fighter. A novidade é que segundo a IGN Brasil, a Capcom prometeu que todas as atualizações serão gratuitas, portanto nada de “Super”, “Ultra”, “Mega” ou derivados... Outra novidade é que haverá um sistema monetário no jogo, chamado de “Fight Money” que será ganho nas lutas e permitirá a compra desses novos personagens. Quem não quiser juntar essa moeda poderá pagar por eles com dinheiro de verdade, tipo games de celular... prática que divide opiniões.


Eu prefiro pagar para ter tudo de uma vez!
Eu prefiro não pagar nada mais, pois já paguei pelo jogo!

O Brasil estará representado no jogo pela possível volta de Blanka (a confirmação será feita na BGS 2015) e um cenário que lembra uma favela carioca e algo que deveria lembrar o Cristo Redentor, mas que parece a taça da Copa do Mundo. É bom provável que por problemas com direitos para uso da imagem do Cristo, tenham optado por isso aí! 


Taça da Copa ou uma maçaneta de porta? Um pino de jogo de tabuleiro, talvez?

Aos fãs só resta aguardar e torcer! Aguardar 2016 e torcer para que a Capcom consiga dar um jeito e preparar bem os seus servidores e quem sabe nessa, com a intenção de testá-los a fundo, libere o beta para todo mundo! Afinal sonhar não custa nada, ainda... Enquanto isso não acontece, você pode comprar o jogo na pré-venda, como eu tinha dito, ou esperar o lançamento e torcer para que o legado de Street Fighter seja respeitado nesse quinto capítulo da franquia!

Até o próximo Falando de Games e... bora pra luta?



*Por Rodrigo Joker


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