Falando de Games #09 - Gear



Olá! Amigos GameSphéricos! Bem vindos a mais um Falando de Games e esse foi desafiador! O tema desse mês é sobre a série Metal Gear e é importante começar frisando que essa matéria NÃO CONTÉM SPOILERS! Então se infiltrem comigo e vamos lá!

Origens

Metal Gear é uma série criada por Hideo Kojima e produzida pela Konami, que desde 1969 nos traz sucessos como Castlevania e Silent Hill, que eu adoro! Seu lançamento foi  em 1987 primeiramente para MSX2, que era um computador (olha os jogos de PC aí) e para NES, o famoso Nintendinho. São do tipo stealth, ou seja, jogos furtivos que exigem bastante habilidade! Ao contrário de todas as tendências, o segredo aqui não é sair atirando e matando todo mundo, quanto mais despercebido você passar, melhor para o cumprimento da sua missão! As missões baseiam-se em coletar informações para localizar inimigos, reféns e armas de guerra.




Enredo

Envolvendo questões políticas e de guerra, o enredo é vasto, complexo e a palavra aqui cabe em toda a sua glória! Quem nunca jogou nenhum dos games tem um pouco de dificuldade para entendê-los! Para começar, seus lançamentos não estão em ordem cronológica o que demanda mais atenção para assimilar tudo! Basicamente acompanhamos a trajetória dos personagens Big Boss e Solid Snake e no processo conhecemos a lendária mentora de Big Boss chamada de The Boss, além dos clones dele que aparecerão durante a série.


Se liga na roupa da The Boss!

Um novo começo

Em 1990, Metal Gear ganhou uma continuação chamada Metal Gear 2: Solid Snake que foi lançada apenas no Japão e somente para o MSX2. Essa versão foi lançada em 2014 para celular (vejam só!) e também só lá na terra do sol nascente! Com uma trama mais elaborada, o game trazia importantes revelações e assim como seu antecessor, fez relativo sucesso, mas Metal Gear faria história com a nova geração que estava por vir e o lançamento de um novo episódio. 




Habemus Palystation

Metal Gear Solid foi lançado em 1998 para Playstation com jogabilidade aprimorada, longas cenas, ambientação 3D revolucionária para época e um trabalho de dublagem, inclusive para vários idiomas, que é elogiado até hoje. MGS revolucionou os games de espionagem, tornando-se referencia e sendo considerado um dos títulos mais rentáveis do Playstation.



  


Tá, mas o que é?

Mas ok, falamos dos primeiros games, já citamos a The Boss, o Big Boss, o Snake... Mas o que é especificamente esse “Metal Gear” que dá nome à série? Muito bem amiguinhos, o tio explica! Metal Gear, na série, é o nome dado a um robô que é uma arma nuclear de destruição em massa, comumente em formatos humanoides e geralmente, mas não sempre, o último chefão do jogo! Em tese, suas missões tendem a te levar até a localização dele para destruí-lo e impedir que organizações criminosas o utilizarem para o mal. Cada game possui um Metal Gear diferente e sua concepção se baseia na paranoia americana sobre armas nucleares na década de 50 e que deram inicio a Guerra Fria.


Um Metal Gear!

Salta a história aí, por favor! Com maionese, mas sem spoilers!

Como eu disse lá no começo, a história de Metal Gear é bem complexa, mas bem interessante e sua mitologia faz parte do sucesso da série. Como também já falamos os games não foram lançados em ordem cronológica e vou tentar introduzi-los (uí... kkkk) em cada game, mas seguindo a ordem cronológica e sem spoilers, inclusive já incluindo o mais recente lançamento Metal Gear Solid 5: The Phantom Pain!






Metal Gear Solid 3: Snake Eater (Playstation 2, 2004)

O primeiro game se dá em plena Guerra Fria, em 1964 e se passa nas florestas da União Soviética. Snake é um agente da CIA e junto de sua mentora intitulada The Boss é enviado para resgatar  um cientista soviético de nome Sokolov, que está desenvolvendo um tanque nuclear. Durante a missão The Boss trai Snake, quase o mata e se junta ao inimigo Coronel Volgin, entregando Sokolov à Unidade Cobra que explode o laboratório do cientista com uma arma atômica e rouba um tanque nuclear chamado Shagohod. A União Soviética culpa os Estados Unidos pelo incidente atômico e uma semana depois Snake é enviado novamente para a União Soviética com a missão de destruir o tanque, eliminar a The Boss e provar a inocência dos EUA no que se refere ao incidente. 




Metal Gear Solid: Portable Ops (PSP, 2006)

O ano é 1970, e Snake, agora chamado de Big Boss se torna alvo da organização FOX. Eles acreditam que ele sabe onde está a outra metade do Philosopher’s Legacy, algo como um documento com a localização dos bancos em que a quantidade de um bilhão de dólares está escondida. Esse dinheiro pertencia a uma organização chamada Philosophers que não existe mais. A primeira metade estava com Volgin, do game anterior.




Metal Gear Solid: Peace Walker (PSP, 2010)

Estamos em 1974 e Big Boss não faz mais parte do governo. Ele comanda um grupo chamado Militares Sem Fronteiras cuja missão é fazer o bem. Ele é contratado para eliminar uma potência militar que invadiu a Costa Rica e ameaça a paz no mundo com armas nucleares. Pra complicar, uma gravação traz a possibilidade de que The Boss esteja viva, somando a missão de descobrir se isso é possível à tarefa de impedir que o grupo invasor cause um estrago nuclear.




Metal Gear Solid 5: Ground Zeroes (PlayStation 3, PlayStation 4, Xbox 360 e Xbox One, 2014)

Graças ao trabalho complexo e demorado de MGS V, Hideo Kojima decidiu dividir o projeto em dois e lançou Ground Zeroes como uma forma de conter a ansiedade dos fãs e mostrar um pouco do que eles poderiam esperar de The Phantom Pain. Originalmente, ele serviria como missão prólogo dentro do próprio Phantom, o que não deixou de ser, mas agora como um game independente que foi inclusive muito bem recebido pela crítica e serviu sim para esquentar os motores do que estava por vir. Ponto para o Kojima! Ground Zeroes traz Big Boss infiltrando-se em um acampamento em Cuba chamado Camp Omega para resgatar uma criança-soldado (WTF?) chamada Chico que falhou na missão de resgatar a agente dupla Paz Ortega, ou seja, Snake terá que salvar os dois.




Metal Gear Solid 5: The Phantom Pain (PlayStation 3, PlayStation 4, Xbox 360 e Xbox One, 2015) – SEM SPOILER! (Só pra reforçar…rss)

Os eventos do mais novo lançamento do ano se passam em 1975 e Big Boss ainda está trabalhando com o grupo Militares Sem Fronteiras. Em uma missão de resgate em Cuba, a Base Mãe é destruída e em decorrência do ataque, Snake fica ferido e entra em coma profundo. Acordando depois de nove anos, cria um novo grupo chamado Diamond Dogs e parte para o Afeganistão para procurar os responsáveis pela destruição da Base Mãe e acaba descobrindo uma conspiração que tem como objetivo criar uma arma de destruição em massa.


Metal Gear (NES, MSX2 e PC, 1987)

É somente aqui que o primeiro game lá de 1987 se encaixa na cronologia. Em 1995 as Nações Unidas entram em contato com a FOXHOUND, agência que havia sido criada pelo Big Boss no final de Metal Gear: Portable Ops, pedindo que investiguem a fortaleza de Outer Heaven na África do Sul, pois há suspeitas de que possuam armamento de guerra muito poderoso. O agente Gray Fox é enviado, mas é capturado depois de enviar uma mensagem com as palavras “Metal Gear”. Big Boss então envia Solid Snake para resgatá-lo e descobrir qual era o significado da mensagem. No final, Solid Snake descobre que na intenção de criar a nação mais poderosa do mundo, Big Boss era o responsável pela fortaleza de Outer Heaven e que Metal Gear era uma arma nuclear muito poderosa! Os dois lutam e Snake consegue deixar o lugar que havia sido programado para se autodestruir.




Metal Gear 2: Solid Snake (MSX2, 1990)

Em 1999, com a crise do petróleo, um cientista tcheco chamado Kio Marv estava desenvolvendo um microorganismo que teria a capacidade de refinar petróleo quando é sequestrado e levado para Terra de Zanzibar. Solid Snake é enviado para resgatá-lo. Ao se infiltrar em Zanzibar, Snake descobre que Big Boss está vivo e construindo um novo Metal Gear




Metal Gear Solid (PlayStation e PC, 1998)

O arrasa quarteirões do Playstation acontece em 2005. A antiga unidade FOXHOUND está liderando uma revolução em uma ilha no Alaska chamada de Shadow Moses. Utilizando um mecha (robô) nuclear denominado Metal Gear REX, eles ameaçam os EUA caso não recebam os restos mortais do Big Boss. Solid Snake mais uma vez é encarregado da missão de resgatar reféns e neutralizar a ameaça. Durante a aventura ele reencontra antigos amigos e inimigos e descobre um programa americano de clonagem da década de 70 chamado “Os Filhos Terríveis” que fez clones do Big Boss, sendo ele mesmo um desses clones. Aqui conhecemos também os clones chamados Liquid Snake e Solidus Snake.




Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty (PlayStation 2, 2001)

Dois anos se passam e Solid é considerado herói, apesar de não trabalhar mais para o governo e sim por conta própria com Otacon. Logo eles são informados sobre um novo Metal Gear em um navio da marinha americana. Ao infiltrar o navio, Sergei Gurlukovich e (Revolver) Ocelot tomam o local, roubam o Metal Gear e explodem o navio. Snake é dado como morto! Mais dois anos se passam e um novo agente da FOXHOUND é introduzido (Ui...de novo! Kkk), seu nome é Raiden e tem por objetivo resgatar o presidente americano em uma instalação chamada Big Shell que está dominada por grupo chamado Sons of Liberty. Reviravoltas, revelações e o surgimento do grupo denominado “Os Patriotas”, que dominam todo o poderio dos EUA, inclusive o próprio Presidente além do retorno dos outros clones de Snake são apenas algumas das emoções em MGS 2!




Metal Gear Solid 4: Guns of Patriots (PlayStation 3, 2008)

O aparente final (será mesmo?) da saga veio com o penúltimo lançamento ainda na geração passada. Cinco anos se passaram desde o ocorrido em Big Shell e o mundo está dominado pela guerra. Organizações militares privadas conhecidas como PMC’s e a nanotecnologia monitoram e controlam soldados para que tenham desempenho máximo, tudo isso controlado por um sistema chamado Sons of the Patriots. Tendo abandonado o serviço militar e sofrendo de envelhecimento precoce, Snake reaparece e é convocado por Roy Campbell para a missão de assassinar Liquid Ocelot (a junção de Liquid Snake e Ocelot, ocorrida em MGS2). Ele controla a Outer Haven, uma organização que tem o controle das cinco maiores PMC’s em operação. Snake se une a Otacon e Sunny, filha de Olga Gurlukovich, em uma missão que vai rodar o mundo até leva-lo ao combate final contra seu irmão Liquid, a possível queda dos Patriotas e a destruição da maior e mais poderosa Metal Gear já concebida.




Complexo ein, amigos? Quem quiser saber o enredo completo de cada jogo, inclusive com suas conclusões, pode ler o especial publicado pelo site Omelete e que serviu de fonte para o resumo. 




A Dor Fantasma (Sem Spoilers)

Agora que já conhecemos um pouco sobre a história, vamos voltar a falar um pouco sobre o lançamento atual, MGS V – The Phantom Pain. Lançado em setembro de 2015 a série finalmente estreia no mundo dos chamados “Games de mundo aberto” e a jogabilidade é semelhante a Ground Zeroes que cumpre aqui o seu papel de ter preparado os jogadores para o que viria. A temática não muda: infiltração com a ajuda de equipamentos, armas, veículos e aliados, mas nem por isso o jogo deixa de ser promissor, na verdade é o capítulo que mais dá liberdade ao jogador para traçar seu próprio caminho e vencer as missões improvisando ou se adaptando aos desafios. O gerenciamento da Mother Base, conceito introduzido no game Peace Walker e que é a construção da sua equipe de soldados que irão ajuda-lo em suas missões, é um show à parte, inclusive é possível importar os prisioneiros resgatados por você em Ground Zeroes, caso tenha jogado. É legal lembrar que é em Phantom Pain que as pessoas vão finalmente entender o que levou Big Boss a deixar de ser herói para tornar-se o vilão do primeiro Metal Gear




Com orçamento alto, na casa dos US$ 80 milhões, há rumores de que a Konami vai sim produzir mais um jogo da franquia, porém sem Hideo Kojima e sem a Kojima Productions, subsidiária da Konami e responsável pelo desenvolvimento da série e o motivo seria justamente esse orçamento. Poderá haver futuro para a série sem seu maior idealizador? 




Com nota 93 na versão do PS4 e 95 na versão do Xone no Metacritic, MGS V vendeu 411 mil unidades em seu lançamento só no Japão, isso somando as versões tanto para PS4, quanto para PS3. O lançamento ainda fez disparar a venda de consoles PS4! Isso me lembrou do lançamento de Resident Evil 5, que me fez entrar em um financiamento (quase eterno... kkk) para finalmente colocar as mãos no meu primeiro PS3! Bons tempos.




E é isso amigos gamers, claro que ainda há muito a se descobrir e explorar sobre essa franquia fantástica e aqui foi só uma pontinha do iceberg! Espero que tenham gostado e aguardo vocês no próximo Falando de Games.

Abraços!


Por Rodrigo Joker



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