X-Ray - Dissecamos a Beta do The Division


Neste último final de semana (que foi prorrogado até a terça-feira 02/02), a Ubisoft realizou um beta fechado para todos gamers escolhidos poderem testar em “avant premier“ The Division. Eu, Fernando Farnochi, em nome do Gamesphera, carimbei presença e lhes trago com exclusividade tudo o que pude perceber e o que podemos esperar... 

O CAOS NO MUNDO APÓS A BLACK FRIDAY
Em sua campanha principal, The Division é ambientado em uma Nova York caótica, em um futuro próximo. Entretanto, não conte com monstros, criaturas ou zumbis. Tudo será muito mais próximo da nossa realidade.


O jogo inicia durante uma crise epidemiológica, a qual arrasou a cidade de NY, em plena Black Friday (sim, essa mesma que você está imaginando agora. Não a nossa vergonha tupiniquim, mas a ORIGINAL!). Afinal, ela é a maior febre de consumo em liquidação anual, iniciada na América do Norte. Agora imagine se todo o dinheiro circulando durante esse período, estivesse contaminado com um vírus mortal? E assim é dado o marco zero da contaminação. Sua evolução é rápida e mortal. O governo desmancha e o caos domina as ruas. A escassez de alimentos é consequência natural do descontrole.


E é justamente ai que The Division entra em cena. Nos é explicado (através de vídeos/trailers) que a Strategic Homeland Division é um força tarefa paramilitar criada para combater situações extremas de forma pontual e cirúrgica. E você é um destes agentes, que deve combater milícias militarizadas, socorrer reféns e, ainda caçar os terroristas responsáveis pelo ataque biológico.

NOVA YORK DEVASTADA
Por ser uma BETA, não haviam muitas opções de customização do personagem. Logo, escolhemos algum dos rostos disponíveis e parti para a desolada Nova York. Ao chegar em solo, fica evidente a situação devastada da cidade, centenas de carros abandonados, gangues dominando territórios, locais abandonados e militares posicionados em pontos estratégicos.


O mapa da cidade é gigantesco e apenas parte está acessível nessa beta. Andamos (e corremos) muito à pé, ao deslocarmos de um ponto à outro, já que não há veículos para utilização. Com tanto automóveis abandonados pela cidade, seria legal se pudéssemos pegar qualquer um e dirigir por ai. Mas para facilitar um pouco nossa vida, existe um sistema de fast travel, disponível em alguns pontos específicos do mapa.  


Como muitos que já testaram a Beta disseram, ele lembra um pouco Destiny. Apenas por haver uma socialização geral e prática, onde é possível seguir sozinho ou afiliar-se a um grupo de amigos ou mesmo desconhecidos. Apenas de estar em teste, o sistema de matchmaking funciona perfeitamente e não tive nenhum problema em entrar em party com amigo (valeu, Badika!).

JOGABILIDADE
Como qualquer RPG que se preze, seu personagem sobe de nível, suas armas e equipamentos têm pontos de dano/defesa, além dos perks que podem ser destravados (e melhorados) e novas habilidades a serem adquiridas. Conta ainda com uma estrutura já bem conhecida de todos nós, como missões principais, secundárias, eventos aleatórios que irão deixá-lo ocupado por muito tempo.


A jogabilidade me incomodou um pouco, principalmente quanto ao uso das granadas. Achei péssimo o lance de usar o D-pad para selecioná-la e depois o gatilho direito para arremessá-la. Nada prático para quem está acostumado aos FPSs por ai.


Após o cumprimento da única missão principal disponível na beta, surgem as missões secundárias as quais pipocam no seu mapa high-tech.

SISTEMA DE ECOS
Como a Divisão lhe garante acesso à alta tecnologia, você é capaz de captar “Ecos” pelo mapa. Estes ecos são como hologramas surgem ao seu redor, revelando algo que ocorreu ali no passado recente. Pode ser visualizada alguma nova informação sobre a história ou mesmo uma pista para uma parte de alguma sidequest. Não há como negar a semelhança deste sistema com o ocorre em Batman Arkhan Knight...


DARK ZONE
É a área isolada e destinada exclusivamente ao PVP. Fica claro que existem outras áreas como essa no mapa, mas apenas uma está acessível. São quarteirões de isolamento onde não há regras de conduta. Todos são suspeitos e podem revelar-se traidores a qualquer momento.


Dentro da “Zona Escura”, o mundo exterior é desconectado e irá encontrar inimigos mais desafiadores (como outros jogadores e bots) se matando, como em uma arena propriamente dita. Nesse multiplayer PVP, não temos nenhum sistema de lobby, bastando apenas entrar na Dark Zone e buscar seguir um dos objetivos. Com isso, todo o equipamento, armas e objetos que conseguir obter na Dark Zone estão contaminados. Para livrá-los da ameaça biológica, devemos levar estes equipamentos à Zona de Extração, onde um helicóptero surgirá para coletá-los e serão enviados com segurança à base.


O ranking na Dark Zone é separado da campanha. Logo, possuem níveis, evolução e até moedas distintas para aquisição de novos equipamentos. O que chamou mesmo minha atenção na Dark Zone, foi o lance do matchmaking e o combate em grupo dentro da Zona.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Diante de um conteúdo bem limitado, logicamente por ser um Beta, foi perfeitamente possível perceber o quanto The Division se propõem a fazer. Por mais que tenha havido downgrade gráfico, seu desafio é elevado, além de buscar retratar com bastante fidelidade gráfica e espacial a cidade de NY, imersa no caos.


Os erros e bugs existem (afinal, é para isso que serve a versão BETA), conexão relativamente estável (tive algumas quedas ao longo do jogo), visual incrível (mesmo com downgrade evidente) e parte do mapa acessível, informo que gostei mesmo do que vi. É só esperar e aguardar o resultado desse teste, esperando que seja lançado melhor e sem nenhum problema.

Ainda está prevista mais uma rodada de BETA (em meados de Fev/16), porém agora aberto a todos, para que testem o ambiente e a Ubisoft, seus servidores e possíveis bugs.


The Division será lançado dia 8 de março, para PC, PS4 e Xbox One. O Gamesphera testou o beta em um Xbox One, usando códigos de acesso fornecidos pela Microsoft e pela Ubisoft.

Veja também:

http://www.gamesphera.com.br/2015/12/x-ray-far-cry-primal.html

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