Review - Tom Clancy´s The Division


Embora tivesse uma certa cautela sobre The Division, tinha quase certeza que seria um sucesso e que não iria me arrepender. E foi exatamente isso que ocorreu, para minha felicidade. Mesclando elementos de RPG na progressão do personagem e desbloqueio de habilidades, aqui você pode encontrar tudo o que um bom shooter em terceira pessoa tem a oferecer, mantendo-o focado por muito tempo dentro do jogo.




Durante os momentos de precediam o lançamento de The Division, foram inevitáveis as comparações com Destiny (MMO da Bungie). Apesar de todas as críticas que sofreu, Destiny ainda se mantém como um dos jogos (console) mais jogados, mesmo após um ano e meio de seu lançamento. Por existir alguns elementos semelhantes, tais comparações justificam-se. O fato da Ubisoft ter se “espelhado” em Destiny, pode ser proveitoso caso sejam considerados apenas os aspectos positivos e descartados os negativos, podendo até proporcionar uma certa longevidade ao jogo, exatamente como Destiny. E creio ser esta a principal intenção do pessoal da Ubisoft.

Vamos a história propriamente dita. Sem Spoiller.


Estamos em plena Black Friday novaiorquina! Após um ataque biológico, um vírus foi lançado sobre a população da cidade de Nova York transformando-a em um lugar sem lei e repleta de loucos e saqueadores. Porém, entre eles, existem também boas pessoas apenas tentando sobreviver e você como membro da Divisão, um grupo de agentes do governo destinado a restaurar a ordem, e descobrir uma cura para o vírus que assola a cidade, além de ajudar o maior número cidadãos como podem. Para entender completamente tudo o que está acontecendo à sua volta, você deve prestar a atenção a todo o conteúdo encontrado, seja ele em vídeo, áudio, fotos, etc...


Após estabelecer a sua base de operações, será preciso resgatar algumas pessoas-chaves como uma médica, um especialista em tecnologia e um chefe de segurança, liberando assim as respectivas alas de operações. O upgrade destas alas, dá-se através de missões que dadas por essas pessoas, bem como uma penca de outras missões secundárias e encontros. Com isso, são desbloqueada novas melhorias nas alas, assim como novas habilidades, talentos e vantagens para o seu personagem. Ainda na base de operações, é possível encontrar vendedores e áreas de criação onde você poderá utilizar os materiais coletados para criar suas armas próprias e modificações.


Em seu estilo clássico de RPG de mundo aberto, você irá facilmente distrair-se com muitas missões secundárias, portas abertas e becos pelo caminho. Entre as ruínas de uma grande metrópole devastada, você encontrará dados (ecos) que reproduzirão eventos que antecederam seus acontecimentos naquela área mais cedo. Há colecionáveis por toda cidade.

É um jogo lindo e muito bem acabado, com grandes efeitos meteorológicos e de iluminação. Há ainda, alguns bugs aqui e ali, mas que não chegam a ser um grande problema. Basta a aplicação de futuros patch de correção para arrumar a casa.


O gameplay é voltado principalmente para a jogatina em grupo. Na base de operações, há opções de matchmaking, para localização de outros agentes em campo. O mesmo podendo ser encontrado nos esconderijos. Nesse processo de localização de agentes é extremamente simples e fácil. Caso desabilite a opção padrão de localizar apenas amigos, será possível aceitar e enviar convites para qualquer um, de modo sejam montados imediatamente um novo grupo para seguir nas missões. Na minha opinião, essa era uma das grandes falhas de Destiny. A inexistência de um matchmaking nas incursões. Aqui, The Division dá um show, podendo unir-se a qualquer um quando e onde estiver, para qualquer missão presente no jogo. Simples e prático, exatamente assim como deve ser.


A representação das armas no jogo, é bastante real e conta ainda com algumas opções de aprimoramento para cada tipo de arma. Tais aprimoramentos são chamados de modificadores. Eles são  destinados a atualização não apenas em armamentos, mas também em equipamentos. Os inimigos estão munidos de tacos de basebol, pistolas, metralhadoras, rifles de precisão e até mesmo lança-chamas (de alcance questionável...), distribuídos pelo tipo de cada facção.

O nível dos inimigos é determinado pelo nível do maior jogador no grupo (principalmente nas missões principais). Ou seja, se algum membro do seu grupo tiver nível muito abaixo dos demais, ele irá sofrer para acompanhar o caminho das missões impostas pelo restante do grupo. Não são raros, headshots bem colocados que apenas reduzem a saúde dos inimigos, quando em um shooter o resultado seria uma morte imediata, por exemplo. Mas entendo a proposta e abordagem do jogo, sendo mais um Action-RPG-Shooter, do que um shooter propriamente dito. E inimigos esponja de bala é o que você mais irá encontrar nesse jogo.


Aventurar-se na Zona Escura certamente não será para qualquer um e a maioria vai passar batido, focando mais o final do jogo (missões principais e secundárias) de qualquer maneira. Trata-se de uma zona de PvP onde você pode perder todos os seus itens coletados, para um “agente traidor”. Estes agentes ficam marcados como traidores e recebem um preço pela sua cabeça, onde todos os outros agentes tentarão caçá-lo. Sem dúvida, há um grande risco e com recompensas altas que rolam lá dentro.

Enfim, The Division não passa ileso em criticas justas, contudo trata-se de um ótimo e sólido exemplo de um MMO / RPG / Shooter on-line. A parte on-line é simplificada e encontrar pessoas para jogar é, como já disse, extremamente simples. Com conteúdo suficiente para manter os jogadores ocupados por um bom tempo, é bem provável que você (assim como eu) esteja jogando The Division por muito tempo.



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