Review - Earthlock: Festival of Magic


Atualmente, os JRPGs (os RPGs no estilo japonês de turnos) têm sido bastante escassos no Xbox One. E olha que estamos falando de, no mínimo, 3 anos desde o lançamento do console;  Mas isso é de fácil explicação: pois a Microsoft está longe de ser uma marca popular no Japão. Por isso, a grata surpresa quando anunciaram Earthlock: Festival of Magic para o Xbox One. Realmente estamos ansiosos por jogo dessa natureza.


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Similar à maioria dos RPGs por aí, o enredo do Earthlock: Festival of Magic é relativamente comum. Você joga como Amon, um habitante do deserto que vive em Umbra, um mundo misterioso, bonito, mas que parou de girar em torno de seu eixo há milhares de anos atrás. Durante uma caminhada com seu tio Benjo, Amon descobre um misterioso artefato. Poucos dias depois, o tio Benjo é sequestrado e os seus autores deixam claro que eles querem trocar o Benjo pelo artefato misterioso.

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Durante a missão de resgate,  você será acompanhado por um grupo bem heterogêneo: um robô, uma guerreira e de seu cão. O combate em Earthlock: Festival of Magic, como não poderia deixar de ser, é baseado inteiramente em turnos, simples mas com algumas boas surpresas. A primeira delas é o sistema de stance (postura em tradução livre). Com esta opção, cada personagem adota uma das duas posições/stances ao confrontar inimigos. Cada postura fornece ao personagem habilidades únicas. Por exemplo, Amon, sendo baseado na personalidade ladrão, pode optar por usar um punhal ou atirar com sua pistola. O sistema de postura não é uma grande modificação, mas sua adição foi bem legal pois adiciona um pouco mais de estratégia.

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A segunda surpresa mencionada em Earthlock: Festival of Magic é o sistema de bound (ou ligação). Esta opção é exatamente isso; você pode unir ou separar o grupo em pares ou grupos de dois. Quando dois personagens são unidos, ambos ficam com movimentos em estado passivo, de modo que possam ser usados em combate na próxima rodada, e juntos, enchem um medidor que podem usar contra os adversários. Uma vez que esse medidor fique cheio, cada personagem é capaz de usar uma terceira posição (stance) que aumenta a força de suas habilidades atuais. Ao contrário da maioria de JRPG de ocidentais, que são geralmente bem scriptados, Earthlock: Festival of Magic muitas vezes pode deixar você sem saber o que fazer a seguir. A melhor maneira de contornar isso é prestar muita  atenção aos diálogos no jogo, pois normalmente lhe dará uma ideia para onde você deve seguir. 

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No aspecto sonoro, Earthlock: Festival of Magic não utiliza dublagem e, ao invés disso, recorre às caixas de texto que, em nossa opinião, ficou muito bem adequado ao propósito do jogo. A música que acompanha o jogo é adequada, não sendo de toda irritante. É justa e traduz corretamente a narrativa das fases.

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Graficamente, Earthlock: Festival of Magic parece-nos excelente. Possui um visual clean e fluido. Embora o jogo não seja nenhuma obra de arte gráfica, seu estilo de arte lhe caiu muito bem, seja para o jogo e aos personagens, os quais também estão muito bem animados. Tendo surgido de um projeto bem sucedido do Kickstarter, Earthlock: Festival of Magic, não é nenhuma mega produção em termos de orçamento. O que nos prova que, basta uma dose de criatividade e imaginação, sem um orçamento milionário, para produzir um belo e divertido jogo. Passamos boas horas em Earthlock e ainda estamos convencidos de que nem mesmo arranhamos a superfície deste incrível jogo.

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Mas como nem tudo é perfeito, existem umas pequenas falhas que merecem destaque. A primeira delas é a falta de uma localização para o nosso idioma. Insistimos nessa tecla, pois o mundo está globalizado e não há mais razões para deixar uma enorme comunidade gamer de fora da festa. Sem dúvida, irá prejudicar a jogatina para aqueles que não dominam a língua inglesa. Além disso, Earthlock: Festival of Magic não conta com mapas! Isso dificulta no momento que deseja saber onde está e para onde ir. Mas, novamente, nenhum destes aspectos negativos ofuscam (podem atrapalhar um pouquinho, mas...) a excelência de Earthlock: Festival of Magic.

Para quem se matou centenas de horas em Final Fantasy, Bravely Second, entre outros, Earthlock: Festival of Magic é uma compra certa. E pelo fato de ser um jogo gratuito no Xbox One (Live de Setembro), significa que não há porque perder este grande jogo. 



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